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Privatização da COPEL




É benéfica para os seus funcionários e para os paranaenses?

O Governo do Estado do Paraná anunciou que pretende privatizar a empresa Copel, com o objetivo de pulverizar o capital, mas, mantido como controlador.

Segundo ainda as informações do Governo a operação de venda foi recomendada por estudos técnicos elaborados pelo CCEE – Centro de Controle de Empresas Estaduais.

Outro ponto é que o Estatuto Social da empresa deverá ser alterado para prevenir que nenhum acionista ou um grupo possa exercer votos superior a 10% da quantia total das ações ordinárias.

Entretanto, com relação aos empregados colaboradores, como por exemplo, os Advogados da empresa, poderão ter seus empregos afetados. E ainda haver reflexos na economia Paranaense, com a possível dispensa de funcionários, o que sempre acontece com as empresas “estatais” depois da “privatização”.

Haja vista que, neste mês de novembro está acontecendo renovação de Acordo Coletivo (ACT) dos Advogados pela Data Base 01/10, e, até o momento, não houve homologação de ACT.

A última proposta, apresentada pela COPEL em outubro, foi rejeitada pelos Advogados, por não estarem de acordo com “cláusulas” que poderiam prejudicar os direitos e as garantias já conquistadas nos ACTs anteriores.

Ademais, o que se espera, caso a COPEL seja de fato privatiza, é a garantia de, pelo menos 5 (cinco) anos de estabilidade, também o reajuste anual da Data-Base e demais benefícios já conquistados nos acordos, além do mais, o pagamento de 100% de Horas extraordinárias (HE) e retroativas.

Espera-se que, esta “privatização”, não promova o desequilíbrio socioeconômico tanto dos colaboradores da COPEL, quanto da população paranaense, como um todo, com o aumento do valor das taxas de energia elétrica.

Visto que, atualmente o dia a dia das pessoas já está sendo afetado diretamente no social e no econômico, justamente, pelos elevados preços dos produtos e serviços de consumo básico, se incluído ai a tarifa de energia elétrica e a falta de emprego e a instalação de novas empresas no Estado, as quais levam em conta o custo a médio e longo prazo das tarifas (taxas e impostos) sobre a energia elétrica, pois, é obvio que nenhuma empresa consegue produzir sem pagar a sua conta de energia elétrica.

Por tudo isto, o SINAP, continuará ainda neste ano, com as tratativas de negociações do ACT com a COPEL, unidos à Classe dos Advogados. Contudo, a empresa já agendou as assembleias de negociações, nos quais, o SINAP lutará para garantir que nenhum Advogado da empresa seja prejudicado, como também, manifestará, por causas que atendem para uma sociedade paranaense cada vez melhor.


Dr. Vitor Hugo Paes Loureiro Filho

Presidente do SINAP





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